Monitoramento e Controle do Mico-Estrela no Estado do Rio de Janeiro

Dupla de micos-estrela (Callithrix sp) monitorados no Rio de Janeiro Mico-estrela com filhote, evidenciando o crescimento populacional da espécie invasora

O Mico-estrela (Callithrix sp) não é uma animal nativo do estado do Rio de Janeiro, onde é considerado uma espécie invasora. As duas espécies mais comuns, o sagui-de-tufos-brancos ou soim (Callithrix jacchus) oriunda da Região Nordeste do Brasil, e o sagui-de-tufos-pretos (Callithrix penicillata) oriunda da Região Centro-Oeste do Brasil, foram soltas por pessoas no estado do Rio de Janeiro, onde cruzaram entre si, causando uma hibridização (porém são férteis), e aumentando suas populações desenfreadamente. Infelizmente, de acordo com pesquisas, esses primatas estão causando um impacto desfavorável ao Meio Ambiente, onde predam aves e pequenos animais, podem ser reservatórios e vetores de zoonoses (doenças), além de concorrer por recursos com duas espécies nativas de pequenos primatas do Rio de Janeiro, o mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) e o sagui caveirinha (Callithrix aurita), este último o mico-estrela pode cruzar e gerar indivíduos híbridos, ameaçando de extinção a espécie nativa. A Phoenix Projetos Ambientais realiza desde 2017 o projeto Monitoramento e controle do mico-estrela no estado do Rio de Janeiro, onde já foram realizadas mais de 300 esterilizações de micos-estrela (Callithrix sp) em diversos locais do estado do Rio de Janeiro (escolas, condomínios, clubes, Campus da Universidade Federal Fluminense, no município de Niterói-RJ; Ilha da Gipóia, em Angra dos Reis; Reserva Ecológica de Guapiaçu, em Cachoeiras de Macacu; e Reserva Biológica do Tinguá ICMBio, nos municípios de Nova Iguaçu e Duque de Caxias). Além da esterilização, são coletados material biológico para pesquisa de doenças zoonóticas, que podem estar circulando em determinada região.

Material completo do projeto em PDF:

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